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A chegada dos Índios Tupi Guarani a Terra dos Pampas.
PARTE
2
O
Índio Guarani ao chegar ao Rio Grande do Sul deu preferência
para conquistar a mata, pois não tinha interesse em conquistar
o campo aberto,pois não conhecia técnica para cultiva-lo.
Eles
usavam o coivar, a queima da mata para abrir chareiras onde plantavam
pequenas Roças ou Hortas.
Os homens cortavam e queimavam a mata, as mulheres faziam o plantio
e a colheita, sua técnica de cultivo era rudimental, o plantio
era direto, colheita e abandono da área depois de três
anos de uso por causa do inço pois ele matava a plantação.
Não
tinham instrumentos para plantar e nem escavava a terra, com tração
para cultivar a os campos por isso não havia interesse em
conquistar o campo aberto. O Guarani foi o introdutor da Horticultura
no Rio Grande do Sul, trouxe o milho, os feijões a mandioca,
a abóbora, a pimenta, os pimentões, o amendoim vários
tipos de morangos, o tabaco, e o chimarrão. Foram eles os
primeiros a formar povoados em quase todo o teritórrio gaúcho.
As Aldeias menores reuniam até 400 habitantes e as maiores
principalmente depois da chegada do europeu, por questões
militares poderia reunir até 1000 pessoas. Um povoado era
formado por até seis Choupanas, casas coletivas quase sempre
feitas do mesmo material, troncos e folhas, e igual em tamanho e
na organização
A forma das Ocas (casas) era oval e o tamanho suficiente para abrigar
varias famílias aparentadas, em media o casal e dois filhos,
que formavam um Clã, núcleo fundamental do povo Guarani,
as casas ficavam distribuídas ao redor de um espaço
coletivo central, onde se realizavam os festejos. Os povoados Guaranis
ficavam próximos, mais ou menos uns 15 quilômetros
de distância entre um e outro. Cada grupo necessitava de uma
área relativamente grande para coletar frutos e caçar.
As aldeias mantinham comunicação
entre si através de uma teia de caminhos aberto na mata.
A
convivência na aldeia e o sistema de parentesco que uniam
as famílias, que moravam distante formava a base da sociedade,
das trocas e do aproveitamento dos recursos distribuídos
na mata.
Os
Guaranis não tinham um poder central, cada Aldeia era o centro,
mas os laços de parentescos e o senso de identidade cultural
os uniam contra os adversários, eventualmente por questão
diversas havia luta entre as Aldeias. A chegada do europeu
provocou divisão entre os Guaranis, alguns favoráveis
e outros contras o entendimento com o branco. Foi o inicio de um
período muito difícil para os Guaranis, pois os Padres
Jesuítas queriam Cristianiza-los e também os Bandeirantes
caçadores de escravos, que queriam usar o índio para
a mão de obra escrava, e também os Guaranis nesse
período sofreram o impacto das doenças desconhecidas
como a varíola trazida pelo europeu.
O
Guarani deixou muitas heranças Culturais e de costumes para
o Gaúcho, (Ö Tché) ou (Tché) palavra ainda
hoje muito usada no Rio Grande do Sul, significa "MEU",
principalmente referente a relação parentesco. A maioria
das denominações dos Rios,de Cidades, acidentes demográficos
, (Jacui , Ibicui, Itaibé , Uruguai, e muitos outros, são
heranças deixadas pelo Guarani. Eles também conheciam
muito bem a arte da cerâmica, faziam grandes vasos ou urnas,
servia para colocar os mortos antes de enterra-los em cemitério
junto as Aldeias.
O
Índio Guarani era muito supersticioso, para eles havia o
Deus do bem e o Deus do mal, o Deus do bem era o sol a lua e outros,
todos os dias de manhã quando o sol nascia eles adoravam,
pois o sol era o Deus supremo para eles, o Deus do mal era o relâmpago,
a trovoada e outros, geralmente fenômenos naturais que os
assustavam.
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