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Descobrimento da América do Sul.
PARTE 3
No Século XlV, na Europa existiam grandes Navegadores e Aventureiros, principalmente na Espanha e Portugal, esse ultimo era considerado o berço dos Filósofos e Navegadores.
Comentavam-se muito sobre as novas descobertas, e das viagens que faziam com barcos
veleiros contornando a África para chegar ao Oriente principalmente na Índia e Árabes para buscar especiarias como, cravo, canela, noz-moscada etc., e tecidos principalmente a seda, para ser comercializado na Europa.
Com auxilio da Espanha ,em 1492 Cristóvão Colombo descobre a América, em 1494 o Rei de Portugal Dom João II, declarou que as terras descobertas por Colombo pertenceriam a Portugal por ele ser português. Para resolver esse problema, Espanha e Portugal fizeram o Tratado de Tordesilhas, dividindo a Terra em duas partes, leste pertenceria á Espanha e o Oeste da linha de Tordesilhas pertenceria a Portugal. Em 1500, Dom Manuel, resolve organizar uma grande esquadra para estabelecer feitorias nas Índias, para comandar a esquadra chamou, Pedro Álvares Cabral, dia 9 de março inicia a viagem, em vês de navegar para o sul Cabral pega o rumo do Leste, dia 22 de abril a esquadra chegou ao Brasil.
Ao chegar a praia, Cabral encontrou dificuldade para se comunicar com os Nativos, a maioria dos Nativos não queria a presença do branco em suas terras. Alguns Veleiros ficaram e outros seguiram viagem para as Índias.
Com o passar do tempo Portugal começou a ver que tinha feito um mal negocio com o Tratado de Tordesilhas pois as terras que pertencia a Portugal eram poucas. No fim do Século XV, surgiram as Entradas e Bandeiras, onde romperam a linha que marcava o Tratado de Tordesilhas, o Rio Grande do Sul até o fim desse Século pertencia ao domínio Espanhol, com rompimento da linha de Tordesilhas passou a pertencer ao domínio Português. Nesse período começou a perseguição dos Índios para usa-lo como mão de obra escrava.
O Rei de Portugal sentiu logo que o investimento que tinha feito para explorar as terras que Cabral descobriu, não estava dando bons lucros, o único produto que tinha uma pequena comercialização na Europa era o Pau-brasil, do qual origino o nome de Brasil.
Essa madeira servia para fazer tinturas, mas não tinha muito bom preço na Europa . Na Europa falava-se muito sobre os Índios no Brasil, diziam que eram primitivos, agressivos e preguiçosos, no Século XVII uns escritores franceses viajou ao Brasil para escrever sobre as belezas naturais e sobre o Índio, em um de seus trabalhos ele disse que o Índio brasileiro não é preguiçoso , ele é amante a Liberdade e não conhecia outra vida a não ser a que vivia. Com as Entradas e Bandeiras, o território do Brasil que era pequeno foi aumentando, pois
naquela época as terras eram habitadas somente pelo Índio e eles não conheciam fronteiras, muitos brancos consideravam o Índio como um animal, e não um ser humano.
Divido ao pouco interesse de Portugal, o Brasil ficou abandonado por longo período As Entradas e Bandeiras eram grupos de portugueses com a finalidade de explorar as riquezas naturais, minerais e ampliar o território. No início do Século XVI foi descoberto milhões de cabeças de gado silvestre nas terras do Pampa, que faz parte o Rio Grande do Sul, Uruguai, e Argentina, nessa época na Europa se usava muito o couro para fazer calçada e balsas , com essa enorme quantidade de gado, o couro passou a ser um bom negocio.
Mas o problema seria quem iria matar o gado silvestre para depois tirar o couro , o Índio não servia para trabalhar e muito pouco europeu vivia no Rio Grande do Sul, os que moravam não conhecia esse tipo de trabalho,
O único que poderia fazer esse trabalho seria um tipo de individuo que começou a seguir, ele não era Índio e nem europeu, era filho de Índia nativa com europeu, eles eram conhecido por Guasca significava ( tira de couro), não tinha morada fixa eram solitários o único amigo deles era o cavalo , dormiam embaixo de arvores usando os utensílios de montaria do cavalo para dormir , quando os Guascas se encontravam normalmente dava briga, eram considerados fora da lei.
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