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Surge o Gaúcho.
PARTE 4
Na fase primitiva da exploração econômica, no Século XVI, no Rio Grande do Sul era a matança do gado só para aproveitar o couro, esse couro era enviado á Europa, ele servia para muitas coisas como; fazer casas, canoas, arreios, canecos, botas, bolsas e outros. Calculava-se em mais de 10 milhões de cabeças de gado nas vacarias, deram esse nome aos lugares a onde se encontrava o gado silvestre escondido. 
O Gaúcho é o fruto do caldeamento étnico, mas com o resultado natural de uma necessidade econômica, de onde surgi o homem capaz de se aventurar nas vacarias para casar o gado, de inicio eles matavam o gado só para tirar o couro e mais tarde começaram a aproveitar também a graxa, pois na Europa era muito usado para a iluminação dentro de casa e nas ruas, ele entregavam esses produtos ao europeu em troca de alguns produtos, como roupas.
Inicialmente iam ao Rio Grande do Sul somente fugitivos, desertores do exercito e pessoas fora da lei, a maioria deles eram filhos de portugueses e espanhóis com Índias das Missões, raríssimas vezes ia mulher ao Rio Grande do Sul e as que chegavam quase sempre era desputadas a ponta de faca entre os fugitivos
De inicio esses fugitivos eram chamados de Guascas, palavra que significava, tira de couro cru, depois passou a ser chamado de Gaudérios, significava, Índio vago, continuava andarengo e solitário.
Em 1790 os Gauderios passaram a ser chamados de Gaúcho que significava, ladrão de gado, malfeitores e contrabandista de gado nos dois lados da fronteira.
Quando surgio o Guasca, para matar a fome ele matava uma cabeça de gado tirava um pedaço do animal e assava sem tirar o couro, e o resto do gado deixava para os animais comerem.
Quando começou a comercialização do couro e da graxa , o Gaudério ainda só aproveitava alguns pedaços de carne para assar e o resto ficava para os animais, pois ainda não havia técnicas para conservar a carne.
No final do Século XVII , surgiu a primeira técnica para conservar a carne, essa carne passou a ser chamada de carne seca ou charque, a técnica seria, fazer tiras de carne bem fina e comprida, salgar bem e depois deixar secar no sol, foi ai que sugiram as grandes charqueadas. Grande parte desse charque ia para o Nordeste brasileiro principalmente Bahia e Pernambuco, para alimentar os escravos que trabalhavam nos engenhos de cana.
Com o passar do tempo o Gaúcho andarengo e solitário sentiu a necessidade de ter uma
família, ai deixou de ser solitário ma continuava sendo andarengo. Para poder levar junto à família ele arrumou uma carreta de duas rodas, coberta por couro de vaca e puxado pelo seu próprio cavalo que antes servia de montaria, sempre levava junto arroz, charque e uma panela de ferro, para cozinhar o arroz junto com o charque, ia surgiu o nome de arroz de Carreteiro, assim o gaúcho passou a ter sempre junto à mulher os filhos e a comida, quando batia a fome ele parava a carreta, acendia um fogo pindurava a panela encima do fogo, a mulher que era chamada de China, preparava o arroz carreteiro.
Com a matança do gado sem controle, no fim do Século XVII começou a chegar ao fim às vacarias, e começou a surgir às estâncias para criar o gado para abastecer as charqueadas. Começou a surgir uma nova hera nos campos. Depois de muitos anos de guerra entre portugueses e espanhóis para demarcar a fronteira entre o Rio Grande do Sul e os Paises do Prata, surgiu um momento de trégua, nesse período o governo acelerou a distribuição das de sesmarias para ocupar os territórios liberado. Os militares foram os primeiros a ser beneficiados com grandes propriedades para a criação de gado, eles receberam o nome de Coronéis. Essa elite de proprietários, com seus peões e agregados, consolida o regime das estâncias.
Com o fim das vacarias terminou o trabalho para o Gaúcho andarengo, pois os Coronéis necessita deles para o trabalho do campo, os estancieiros ou Coronéis, também eram conhecidos por Patrões. Com o trabalho fixo o Gaúcho abandonou sua carreta, e construiu um galpão de chão batido, geralmente coberto por falha de capim perto da casa do Patrão. O Gaúcho que também era conheço por peão, alem de trabalhar para o Patrão ele protegia a Estância dos ladrões de gado e de terras. Com o passar do tempo muitos dos Estancieiros possuía um verdadeiro exercito, para se proteger dos inimigos.
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